Chances de anulação ou 'terceiro turno' a pedido de Flávio são remotas, veem especialistas
Especialistas consideram remota a possibilidade de anulação do segundo turno presidencial.

Especialistas em Direito Eleitoral ouvidos pela BBC News Brasil acreditam que o segundo turno da eleição presidencial, realizado neste domingo (25/10), tem uma chance remota de ser anulado.
A diferença significativa de votos entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e o fato de ambos os partidos terem solicitado o prorrogação do horário da votação, ao longo do dia eleitoral, enfraquecem essa possibilidade.
Com 100% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o atual presidente somou 51,7% dos votos, enquanto o senador do PL teve 48,2%. A distância entre eles foi de cerca de 4,4 milhões de votos.
Enquanto a chapa liderada pelo petista solicitou a mudança no prazo da votação por conta do funcionamento parcial dos sistemas de ônibus em cidades do interior da Bahia, o PL e os partidos coligados solicitaram que ela se estendesse até às 19h em municípios de São Paulo por conta das chuvas que atingiram a região durante o domingo.
"Agora vai depender da construção da narrativa da campanha do Flávio. Do ponto de vista jurídico, é difícil", observa o advogado Fernando Neisser, presidente da Comissão de Estudos em Direito Político e Eleitoral do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).
"A chapa de Flávio é muito combativa e certamente vai tentar judicializar o processo. Do ponto de vista legal, há até alguns argumentos críveis, baseado na quantidade de eleitores que não conseguiu votar, por exemplo. Mas, considerando que a abstenção diminuiu do primeiro para o segundo turno, esse discurso terá dificuldades", explica um membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep) que pediu para não ser identificado na reportagem por ter envolvimento com um possível julgamento futuro no tribunal.
O volume de eleitores que não votou neste domingo caiu cerca de dois pontos percentuais em relação ao primeiro turno, saindo de 21% para 19%.
Ainda durante a apuração dos dados eleitorais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), eleito em Minas Gerais com 3,1 milhões de votos, publicou no seu perfil no X que Flávio iria "ganhar ou ganhar".
fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqdjvnppkdnyo








